Jovem fica paralisada após receber vacina contra HPV. Entenda o caso!

Nicole El-Safty, de Clacton, Essex, no Reino Unido, tinha 17 anos quando foi vacinada com Gardasil, um controverso medicamento oferecido para evitar o HPV.

No entanto, ela alega que a vacina acabou com seu sonho de ser dançarina, devido aos efeitos colaterais. A jovem afirmou que meses após ter recebido a dose, ficou completamente paralisada.




Sua história levantou novas discussões sobre a vacina, que é aplicada em meninas em todo o mundo. No entanto, funcionários da saúde negam que existam efeitos colaterais tão devastadores, uma vez que vários estudos já demonstraram que a vacina é segura, de acordo com informações do Daily Mail.


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Especialistas dizem que a vacina é eficaz na proteção contra o HPV, uma doença que pode levar a várias formas de câncer, incluindo cervical, anal e de garganta. Revisões extensas feitas por diferentes cientistas concluíram que ela é segura



Nicole contou ao Daily Mail que era perfeitamente saudável antes da vacina, até que se tornou completamente paralisada. “Um dia eu vi uma manchete na TV sobre os efeitos da vacina contra HPV que me deixaram alarmada”, disse ela. “Eu tinha todos os sintomas, incluindo problemas cardíacos, úlceras graves e paralisia. Então descobriu que a infertilidade também era provável”.



Embora legalmente, meu médico não tenha conseguido confirmar que minhas suspeitas estavam corretas, muitos outros especialistas sinalizaram que a vacina padrão teria arruinado minha vida”.


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Nicole, que hoje tem 22 anos e estuda Direito, dançava desde criança e costumava dedicar cerca de 18 horas de sua semana praticando. No entanto, em 2014, quando foi vacinada com Gardasil, começou a sofrer dores crônicas. Durante meses ela visitou o hospital, mas os médicos não tinham ideia do que estava lhe causando os problemas.



Fui diagnosticado com artrite ciática, o que não fazia sentido. Eu era ágil e dançava todas as noites, mas eu tinha que acreditar que os médicos sabiam do que estavam falando”, disse. “Meu instinto me dizia que algo não estava certo. Eu me sentia péssima e mal saía de casa. Tinha que confiar em minha mãe, Charlotte, para tudo”.



Eventualmente, o lado esquerdo de seu rosto também começou a sofrer alterações, enquanto que sua saúde ficava cada vez pior. “A dor havia se espalhou pelo meu braço esquerdo e costas. Meu rosto parecia que tinha sido atingido por um golpe. Foi terrível”, acrescentou.



Nicole também começou a experimentar sintomas mais severos, como problemas gástricos, hérnias, úlceras na boca e perda de memória – nenhum dos quais associados à artrite do primeiro diagnóstico. Foi então que ela viu uma notícia na televisão falando sobre os riscos da vacina contra o HPV: “Ela dizia que muitos adolescentes estavam tendo reações drásticas aos componentes da injeção”, disse. “Quando a lista de possíveis sintomas foi lida, eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo”.



Atualmente, apesar das sequelas, ela mantém um trabalho político na região onde mora e é membro de um grupo de suporte na internet chamado HPV Daughters, com mulheres que também afirmam ser vítimas dos efeitos da vacina. Sua esperança é aumentar a conscientização das pessoas sobre o problema. “Sou embaixadora de um grupo na minha cidade. É um grande alívio poder falar sobre coisas que ninguém mais entende”, revelou.



Embora eu nunca diria a um pai qual a melhor decisão a respeito de seu próprio filho, não posso deixar de pedir aos pais que pensem duas vezes antes de deixar suas filhas serem imunizadas”, disse. “Há informações por aí, e enquanto os efeitos colaterais nem sempre são tão graves como os principais – muitas meninas continuam a experimentá-los”. Ela prossegue: “Se um dos pais lê isso e cria consciência sobre o que poderia ocorrer, então fico feliz por ter falado sobre o que minha vida se tornou agora“.



No Reino Unido, meninas entre os 12 e 18 anos podem ser imunizadas contra o HPV pelo sistema de saúde NHS. O Gardasil é dito proteger contra dois tipos de HPV, que são responsáveis por 70% dos cânceres cervicais. Estima-se que cerca de 400 vidas sejam salvas por ano no Reino Unido como resultado da vacinação.



O que é o HPV e por que as pessoas devem se vacinar contra?


O vírus do papiloma humano (HPV) é o nome dado a uma família de mais de 100 diferentes vírus. Destes, cerca de 40 podem afetar a região genital.



Os diferentes tipos de HPV são classificados como de alto ou baixo risco, dependendo das doenças que podem causar. Por exemplo, alguns tipos de HPV são responsáveis pelo aparecimento de verrugas, enquanto outros estão associados ao câncer cervical. Em 99% dos casos, o câncer de colo do útero ocorre como resultado de um histórico de infecções com diferentes tipos de HPV de alto risco.



A infecção, que é disseminada através do contato pele-a-pele, muitas vezes durante a atividade sexual, é extremamente comum. Estima-se que até oito em cada 10 pessoas serão infectadas com o vírus em algum momento da vida, de acordo com dados do Cancer Research UK.



Geralmente o problema não acompanha sintomas para a maioria das pessoas, e o corpo irá limpar a infecção por conta própria. Mas, para outras, permanece por muito tempo, possivelmente resultando em câncer, mas por razões que ainda não são totalmente compreendidas pela ciência.



No entanto, para a Organização Mundial da Saúde (OMS), praticamente todos os casos de câncer cervical (99%) estão ligados ao HPV. A mesma atesta que ambas as vacinas utilizadas atualmente – Cervarix e Gardasil – são “altamente eficazes” na prevenção da infecção de um tipo de vírus que é responsável por cerca de 70% dos casos de câncer cervical no mundo


Em estudos realizados, pesquisadores encontraram fragmentos do vírus em células de câncer. Deste então, formou-se a teoria de ligação entre os dois problemas.

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