CORRE NINGUÉM: Polícia prende dois suspeitos de envolvimento na morte de Bruna

A juíza Márcia Simões Costa decretou no início da noite desta sexta-feira (23), a prisão temporária de dois suspeitos de envolvimento no assassinato da adolescente de Serra Preta Bruna Santana Mendes, 16 anos, que foi encontrada morta na manhã da última quarta-feira (21/2) dentro de um saco em Feira de Santana.


Segundo o delegado Fabrício Linard, titular da Delegacia de Homicídios, Deividson Jorge dos Santos, 18 anos, e Eric Pereira Maciel, 20 anos (na foto usando camisa branca), ficarão presos por 30 dias. Nesta sexta-feira a força tarefa da Polícia Civil, formada para investigar o caso, ouviu diversas pessoas, incluindo os dois suspeitos, que negam participação no crime.


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Além disso, a polícia recolheu em uma casa, aparentemente sem moradores, no bairro Jardim Cruzeiro, sacos semelhantes aos que estavam com o corpo de Bruna. Esses sacos serão analisados e comparados com as demais informações sobre o crime. Segundo o delegado, Fabrício Linard, existem várias linhas de investigação, mas a que se destacou é a que atribui a suspeita a dois moradores do mesmo quarteirão da casa dos parentes onde a jovem estava hospedada, no bairro Jardim Cruzeiro.



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“Na manhã de hoje fizemos uma busca na residência desses dois indivíduos e fizemos a apreensão de sacos similares ao que foi utilizado para embalar o corpo da jovem. Diante dos fatos, apesar dos mesmos negarem qualquer participação no crime, procedemos uma representação na Vara do Júri, e analisando o que já tínhamos apurado, diante da necessidade que temos de amadurecermos mais a investigação, foi concedida uma prisão temporária de 30 dias para ajudar nas investigações. Esse prazo é legalmente estabelecido para concluir o inquérito, mas pretendemos concluir em menos tempo”, informou.


Ele explicou que para consegui uma prisão temporária, não são necessárias provas robustas da autoria daquele fato. “Meros indícios, como os que temos, são suficientes. É um tipo de prisão que visa auxiliar a polícia na conclusão da investigação. Se essas pessoas estivessem soltas, poderiam intimidar testemunhas e pessoas que pudessem favorecer na investigação do caso”, afirmou Fabrício Linard.


Ainda segundo o delegado, essa prisão temporária pode ser transformada em preventiva (com prazo indeterminado), caso a polícia obtenha elementos fortes que os apontem como envolvidos. O delegado informou também que chegou até os dois suspeitos através de denúncias anônimas.




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