Advogada que virou ‘acompanhante de luxo’ fala sobre mudanças após decisão

A advogada e professora de Direito Cláudia de Marchi, de 36 anos, não faz questão de esconder nas redes sociais algumas das maiores ‘paixões’ da sua vida: sexo e dinheiro. Por isso, ela decidiu largar os antigos empregos e se tornar uma acompanhante de luxo, expondo diariamente nas redes sociais impressões da rotina profissional e da relação – nem sempre tão harmoniosa – com os clientes que a procuram.
Cláudia atende como garota de programa em Brasília, há dois anos, e, segundo ela, só aceita cavalheiros “com português correto”, “intelecto de dar inveja” e que lhes deem muitos beijos.

Em um dos seus relatos recentes, ela falou sobre as mudanças que ocorreram na sua vida após ter se tornado uma acompanhante de luxo. Segundo Cláudia, homens frequentemente “usam” as mulheres como “troféus” ou confundem “atração e tesão com amor, frequentemente”. Por esses e outros fatores, ela acredita que está “em paz” com a escolha profissional.
“Sério mesmo que vocês acham que, apenas nos últimos 2 anos, como acompanhante de luxo, eu fui “usada” por homem? Ha-Ha-Ha! Falando nisso: “usada”, sério que você acha isso, companheiro?!”, escreveu Cláudia.

“Vejamos: eu só faço o que quero, se quero e com quem quero! Eu ganho dinheiro para ser agradada, pois é isso que os homens que encontro desejam. Por outro lado, eu fui e me permiti ser “usada” gratuitamente outrora, quando apaixonada e em relacionamentos sérios!”, continuou.
“Hoje estou vivendo in love comigo mesma! Paz, tranquilidade e sexo com quem eu quero, me agrada e ainda paga. Ser “usada” ou valorizada é, não apenas uma questão de ponto de vista, mas de imposição e reivindicação e, lhes digo que quanto menor for a exigência feminina, mais longo, “belo” e vindouro será o seu “sagrado matrimônio” e a vã ilusão da sociedade hipócrita que crê que fulaninha tem uma família linda e é felicíssima”, conclui Cláudia no texto.

Anúncios ‘sem mimimi’ e livro lançado
Nos anúncios, a ex-advogada ainda Informa que “ama sexo anal”, que detesta ser chamada “de meu amor” e que quem quiser “jantar em restaurante, aquela balela toda” tem que pagar a mais para ter a companhia da moça.
A acompanhante também lançou o livro “De encontros sexuais a crônicas – O diário de uma advogada e acompanhante de luxo feminista”. Ela deu uma entrevista em que afirma que prostituição é opção e que é feminista, sim, porque é uma “mulher livre, realizando a própria sexualidade”.

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