“Trabalhador rural envelhece mais cedo que o da cidade”, diz Coronel ao comentar reforma da Previdência

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) começou a estudar a proposta de Reforma da Previdência entregue pelo Governo Federal ao Congresso, mas já discorda de pelo menos um ponto: a aposentadoria dos trabalhadores rurais.

Para o senador baiano, o tempo mínimo de trabalho para o homem do campo deve continuar sendo de 15 anos, como é hoje, e não subir para 20, como propõe o governo.
Angelo Coronel também discorda do valor mínimo de contribuição anual para o trabalhador rural que está na proposta, e que é de R$ 600.
Ele lembra que principalmente no Nordeste existem muitos agricultores que não conseguem tirar sequer um salário mínimo por mês para sustentar toda a família.
“É gente que vive abaixo da linha da pobreza, que planta para comer(agricultura de subsistência) e para esses, R$ 600 ao longo de um ano fazem muita falta”, ressalta Coronel.
Outro ponto que desagrada muito o senador é a idade mínima de 60 anos para os trabalhadores rurais se aposentarem. No campo, de acordo com Coronel, as pessoas envelhecem mais cedo do que na cidade, então, essa idade precisa ser diferente.
“Hoje um cidadão trabalhador rural, com 50, 55 anos está com velhice precoce, enquanto que nos grandes centros, debaixo do ar condicionado, com 50, 55 anos, 60, a pessoa está nova, viçosa”, explica Coronel.

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