Dólar fecha abaixo de R$ 4 pela 1ª vez desde agosto


No Brasil, o BC decide a nova taxa básica de juros nesta quarta (30). O mercado prevê uma queda de 0,5 ponto percentual na Selic, que ira para 5% ao ano, nova mínima histórica

Para Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, a queda do dólar ainda é fruto da aprovação da nova Previdência e da expectativa do mercado com demais reformas, como a administrativa e tributária. “O movimento também implica uma vinda de dólares com a cessão onerosa na próxima semana. Resta saber se a cotação vai se manter abaixo de R$ 4”, diz Consorte.

A economista aponta que apenas a entrada de investidores estrangeiros no país seria capaz de estabilizar a cotação abaixo dos R$ 4. No momento, a balança cambial de investimentos está negativa.

Na Bolsa, o saldo de investimento estrangeiro está negativo em R$ 9,8 bilhões em outubro, resultado próximo a agosto, quando a saída de R$ 10,7 bilhões foi a maior desde 2008.

Segundo o relatório de movimento de câmbio contratado do Banco Central (BC) da última quarta (23), o saldo das transações financeiras em dólar, que inclui operações de brasileiros, está negativo em US$ 6 bilhões (R$ 23,95 bilhões) em outubro e em US$ 19 bilhões (R$ 75,86 bilhões) este ano.

Além da aprovação da principal pauta do mercado financeiro, o real se valoriza com uma trégua na guerra comercial. Estados Unidos e China estão com o texto da primeira fase do acordo praticamente pronto para ser assinado em novembro.

As Bolsas também se beneficiam da aproximação entre chineses e americanos que, somada à expectativa de quedas de juros esta semana levou índices acionários a novos recordes.

No Brasil, o BC decide a nova taxa básica de juros nesta quarta (30). O mercado prevê uma queda de 0,5 ponto percentual na Selic, que ira para 5% ao ano, nova mínima histórica.

O boletim Focus desta segunda aponta que os economistas reduziram ainda mais suas expectativas para a taxa básica de juros em 2020, com o grupo dos que mais acertam as previsões na pesquisa do BC vendo a Selic a próxima de 4,5% tanto este ano quanto no próximo.

Varela Noticias

Redação CN