Laudos atestam que edifício comercial interditado na Bahia por risco de desabar precisa de reforma urgente

Por conta do perigo, imóveis e barracas que funcionavam ao redor também foram fechados. Trânsito foi alterado na rua que fica em frente ao prédio.

Laudos atestaram que o Edifício Sarkis, que foi interditado há mais de dois meses, em Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, por risco de desabar precisa de uma reforma urgente.

O engenheiro civil Francisco Peixoto avaliou o prédio após pedido dos proprietários do edifício e disse que a estrutura não tem risco de desabamento.

“Orientamos que o reforço de fundação, a recomposição do solo seria feito com cimento para criara uma resistência no solo maior e uma possível injeção de calda de cimento nos pilares. Isso sob o ponto de vista estrutural, o prédio ficará completamente liberado”, explicou o engenheiro.

Conforme a Defesa Civil, o Edifício Sarkis é um dos mais antigos de Feira de Santana, com cerca de 70 anos de construção. O prédio tem quatro andares.

Os cinco laudos produzidos durante os dois meses por engenheiros contratados pela Prefeitura de Feira de Santana, Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e pelos proprietários do edifício foram apresentados nesta quinta-feira (31).

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Feira de Santana, Pedro Américo, todos os laudos apontaram a necessidade de obras e foi dado um prazo de 15 dias para a entrega do projeto de escoramento ou de reforço de fundação.

“Apesar da não movimentação do prédio, foi identificado por todos os laudos a necessidade de uma intervenção urgente no prédio para que a gente possa garantir a segurança e estabilidade do imóvel”, explicou Paulo Américo.

Foi dado um prazo de 15 dias para que o projeto de escoramento ou de reforço da fundação seja executado pelos familiares. Esse prazo vai ser feito pela prefeitura enquanto a gente mantém o monitoramento do imóvel e a gente acredita que iniciada as obras a gente possa ter mais segurança e mais tranquilidade para voltar a normalidade”, concluiu o coordenador da Defesa Civil.

O Edifício Sarkis foi interditado no dia 19 de outubro. Além do edifício, dois imóveis e cerca de 60 barracas de ambulantes que ficam ao lado do prédio e podem ser atingidos em caso de desabamento foram fechados. O trânsito em frente à rua do prédio também foi interditado e o fluxo de veículos foi desviado para ruas próximas, causando congestionamento em alguns pontos.

Comerciantes suspeitam que um vazamento de água ocorrido nos últimos dias tenha provocado as rachaduras. A situação está sob investigação. Não há previsão de liberação do edifício.

Em nota, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informou que corrigiu o vazamento em rede distribuidora de água, nas imediações do prédio, logo após ser comunicada do problema.

A empresa informou também que acionou empresa especializada para avaliar se os danos estruturais verificados no imóvel tem alguma relação com o vazamento e disse que vem contribuindo com a Defesa Civil para avaliação do caso e demais providências.

G1 Bahia.

Redação CN