Drone e “reconhecimento facial” serão usados no Carnaval do DF

Medidas foram anunciadas em reunião com órgãos de segurança e blocos. Governo prometeu também linhas de revistas ao redor da folia

Para evitar novos episódios de violência nas festas carnavalescas do Distrito Federal, a Secretaria de Segurança usará câmeras com “reconhecimento facial” e drones para vigiar os foliões. Outra medida será antecipar a conclusão das vistorias para liberação de alvarás.

As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (13/02/2020), após reunião entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e blocos de Carnaval de rua, na Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança Pública e Defesa Civil (Ciosp).

Na quarta-feira (12/02/2020), foi anunciada a inauguração de um centro avançado para o Carnaval: a Cidade da Segurança Pública. Segundo o secretário da pasta, Anderson Torres, todos os órgãos envolvidos na proteção da população estarão mobilizados, formando um “comitê de crise”.

O objetivo é assegurar respostas rápidas para qualquer situação. Além do reforço de 700 policiais militares, serão convocados policiais civis.

A promessa de “reconhecimento facial” será feita com as câmeras de segurança. “Vamos tentar a identificação facial com algumas câmeras. Para buscar as pessoas que não deveriam estar soltas, que não deveriam estar no Carnaval”, antecipou Torres. Nesse contexto, a pasta também planeja colocar drones monitorarando a multidão.

Homicídio em bloco de Carnaval
No último sábado (08/02/2020), o bloco de Carnaval Quem Chupou Vai Chupar Mais, no centro de Brasília, foi marcado pelo assassinato do estudante Matheus Barbosa Magalhães Costa, 18 anos. A Polícia Civil (PCDF) também registrou uma tentativa de homicídio e 12 pessoas feridas.

O GDF prometeu colocar em marcha uma força-tarefa para expedir rapidamente alvarás antes da concentração do público. “Nós vamos fazer a fiscalização e não vamos aceitar eventos sem a documentação necessária”, pontuou Torres. A ideia é montar um mutirão em parceria com os administradores regionais para dar vazão aos documentos com celeridade e antecedência.

“A gente quer que, na véspera da realização do bloco, esteja tudo fiscalizado”, comentou o secretário. Sobre o episódio violento no sábado, Torres rebateu: “Estão procurando o culpado no lugar errado. O culpado foi quem matou o menino. Ele está identificado, independentemente de o evento ter alvará ou não”.

Metrópoles

Redação CN