Menina de 10 anos que foi abusada em Feira de Santana alega que criminoso prometeu presentes

Polícia fará uma reconstituição do crime para averiguar se existem câmeras no local

O caso da criança de dez anos que foi estuprada em Feira de Santana, no último domingo (16), está sendo investigado por policiais civis da Delegacia Especializada em Repressão a Crime Contra a Criança e o Adolescente (Derca).

A delegada Lia Mara Paim informou ao Acorda Cidade que a menina, encontrada no conjunto Viveiros, estava na feirinha do bairro Tomba e foi pega no momento em que iria pegar um celular em outra barraca.

“Segundo a mãe, a criança estava com ela na Feira do Tomba, quando pediu que ela fosse até a barraca do tio para pegar um celular. Como a criança demorou de retornar, ela começou a ficar preocupada, ligou e não conseguiu o contato. Depois de algum tempo é que a criança foi deixada no conjunto Viveiros. Ela contou a história para a mãe, contou que teria sido estuprada por um homem que tinha lhe oferecido duas bicicletas, mais outros presentes, e que ela tinha ido com ele para o local, um matagal no conjunto Viveiros, e foi estuprada por esse elemento”, informou.

A delegada também informou que a polícia fará uma reconstituição do crime para investigar se existem câmeras no local e identificar o criminoso e o carro que ele dirigia. Além disso, a vítima, que realizou exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT), será acompanhada por uma psicóloga.

“Segundo a informação da mãe, ela estava só. Acreditamos que tenha sido no percurso em que ela saiu da barraca, onde estava com a mãe, para ir até a barraca do tio, quando foi interpelada pelo indivíduo. Ela teria ido à barraca do tio, mas não chegou até lá. Foi aí que começou a preocupação, porque a mãe não conseguiu localizá-la. Ela vai ser ouvida por um psicólogo, conforme a lei. Ela parecia uma pessoa calma, mas assustada. Acredito que ela esteja bastante traumatizada”, disse a delegada.

Lia Paim ainda pediu para que as pessoas que tivessem conhecimento sobre algo relacionado ao caso informasse à policia.

“É uma situação que pode acontecer com qualquer pessoa e ninguém quer estar nessa história, porque um estuprador pode pegar o filho de qualquer um de nós. Então, a gente se sentindo no lugar de uma mãe, de uma criança, tem que abraçar a causa junto com a polícia. Qualquer fato novo, qualquer situação que tenha conhecimento, que passe imediatamente para a polícia para contribuir com as investigações que estão sendo feita”, concluiu.

Redação VN
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