Supremo cria programa para combater notícias falsas e ataques contra Corte

presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, instituiu o Programa de Combate à Desinformação (PCD) no âmbito da corte, com a finalidade de enfrentar os efeitos negativos provocados pela desinformação à imagem e credibilidade da instituição e seus membros.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi incluído no chamado inquérito das fakes news por seus ataques a integrantes do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, aliados do presidente também foram alvos de busca e apreensão por ameaças à Corte ou presos.

A resolução 742/2021, que instituiu a iniciativa na última sexta-feira (27), defende que a desinformação “mina a confiança nas instituições e prejudica a democracia” ao comprometer a capacidade dos cidadãos de tomarem decisões sociais, políticas e econômicas.

O PCD será gerenciado por um comitê gestor, liderado pelo secretário-geral da Presidência, Pedro Felipe de Oliveira Santos, e será executado em dois eixos.

Uma por meio da atuação organizacional, com ações internas, como, por exemplo, a realização de reuniões periódicas e aperfeiçoamento de recursos tecnológicos para uma identificação mais ágil de práticas de desinformação, bem como de discursos de ódio .

Já no segundo eixo, o programa focará em ações de comunicação que envolverão a capacitação de servidores, funcionários terceirizados, jornalistas profissionais e influenciadores digitais para a identificação de práticas de desinformação e discursos de ódio, e formas de combatê-las.

O Supremo atuará para contestar boatos ou desmentir notícias falsas sobre a Corte ou seus integrantes, com a publicação de notícias em página especial denominada “#VerdadesdoSTF”.

A corte adotará ainda ações constantes de comunicação, com materiais para públicos diversos, com a finalidade de disseminar informações verdadeiras.

A resolução prevê, por fim, a possibilidade de parcerias para a execução das ações, mediante acordos de cooperação técnica, com instituições públicas e privadas, entidades e empresas com atuação no ramo.

FONTE:Bnews

Redação CN