Com obras paradas, moradores e comerciantes do Retiro em Coração de Maria cobram avanço do asfalto na BA-503

 


Iniciada no mês de outubro do ano passado, com previsão de 12 meses para todas as obras serem concluídas, a pavimentação asfáltica da BA-503 em Coração de Maria, foi interrompida há mais de seis meses, segundo os moradores da região.
Em entrevista ao Acorda Cidade, a comerciante Elisângela Neri dos Santos, explicou que a empresa realizou todo o serviço de terraplanagem na estrada, mas o asfalto ainda não foi colocado. Não bastasse todo sofrimento por conta da poeira que está invadindo as residências e os comércios, Elisângela informou que a empresa só irá asfaltar 6km de pavimentação.

“A situação aqui está difícil, fizeram essa terraplanagem e disseram que apenas 6km de asfalto será feito, de Retiro para cá. Então assim, são 16km conforme está informando na placa, e agora eles querem dizer que são vão asfaltar 6km? Estamos sofrendo com essa poeira há muito tempo, isso aí já tem seis meses que a obra está parada pela Engefort, a verba foi colocada pelo senador Ângelo Coronel e até o momento, não tivemos a conclusão dessa obra”, disse.

Elisângela que é proprietária de um mercadinho, precisa realizar a limpeza do local a todo momento, por conta da poeira que invade tudo.


“A gente está sendo prejudicado, porque nós temos aqui a mercadoria, precisa ficar limpando toda hora, mas infelizmente não tem como manter limpa. A estrada de chão, se tornou pior do que era antes e nesse processo aí, colocaram um barro vermelho e esse barro está afetando toda a mercadoria, afetando a saúde da gente, ali mesmo tem uma escola que voltou com as aulas, como é que as crianças ficam dessa forma?”, questionou.
Próximo ao mercadinho, há também um restaurante às margens da estrada. Normísia Cerqueira que é a proprietária, explicou ao Acorda Cidade que a clientela está diminuindo devido a poeira que se acumula no local a cada dia.

Mesmo realizando a limpeza todos os dias, os clientes já deixam de ir ao restaurante.

“A gente faz a limpeza toda hora, a cada momento temos que passar um paninho nas mesas porque o cliente busca um local limpo e nós que moramos na zona rural, a gente precisa respirar um ar puro e a gente não está respirando um ar puro, toda essa poeira, todo esse barro vermelho está nos prejudicando. O cliente que tem problema de renite por exemplo, vem aqui em um dia e no outro já não vem mais”, afirmou.

Ainda segundo Normísia, a alegação da empresa para não asfaltar todo o trecho, é a falta de verba.

“Nós queremos que seja feita toda a conclusão da estrada como foi informado que seriam os 16km. O povo da empresa disse que a verba não foi liberada, mas isso é mentira. Como é que vai fazer um asfalto pela metade sem ter a verba?”, questionou.

O Acorda Cidade entrou em contato com o Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (DNOCS), mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

Redação CN