Com sonho de ser engenheiro, pedreiro retoma estudos e participa pela 1ª vez do Enem; conheça outras histórias

Casado e pai de um menino, o pedreiro Fabiano de Jesus, de 41 anos, retornou aos estudos há quatro anos.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve início, na tarde deste domingo (21), e em Feira de Santana o movimento nas portas das escolas foi tranquilo.

Casado e pai de um menino, o pedreiro Fabiano de Jesus, de 41 anos, participa do exame pela primeira vez. Ele é morador do distrito de Humildes e irá realizar as provas no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o morador da zona rural de Feira disse que participar do Enem este ano foi uma grande oportunidade em sua vida. Ele contou que, quando criança, precisou deixar os estudos, só retornando há quatro.

Mesmo diante de todas as dificuldades, Fabiano sonha em se tornar engenheiro civil para poder dar uma vida melhor à sua família.

“Me preparei estudando muito, com o objetivo de fazer um curso de engenharia civil. Na infância eu perdi meu estudo e voltei agora, e consegui essa oportunidade de estar aqui. Tenho a agradecer muito a Deus, por ter voltado a estudar. Já tem quatro anos que eu estudo”, afirmou.

Para ele, o primeiro dia de provas parece ser o mais difícil, por conta da tão temida redação. Segundo Fabiano, ele é uma pessoa mais caseira e por esse motivo aproveitou ao máximo o tempo livre para se dedicar aos estudos.

“Estou confiante. Eu já estou ficando coroa e fiquei em casa estudando para alcançar um objetivo maior”, destacou.

Ansiedade

Também da zona rural de Feira de Santana, as estudantes de 18 anos Kailane Vieira e Kesya Araújo relataram nervosismo e ansiedade em relação às provas deste domingo, principalmente a redação.

As estudantes são moradoras do distrito de Governador João Durval (Ipuaçu) e estão enfrentando as provas pela segunda vez.

Para Kailane Vieira, a pandemia atrapalhou bastante o seu processo de estudo, e isso a desanimou por um período. Mesmo assim, decidiu se inscrever no exame e prometeu que dará o seu melhor nas provas.

“Eu fiz o melhor que eu pude, apesar de ter sido um ano difícil, com muitas coisas que me desanimaram. Eu tive muita falta de recursos e muitos lugares foram fechados. Não me sinto 100% preparada e estou ansiosa, mas vou dar o meu melhor”, afirmou a estudante.

Kézia Araújo também estava ansiosa antes das provas. De acordo com ela, a outra vez em que participou se sentiu mais tranquila. Ela contou ainda que buscou manter uma rotina de estudos em casa, e espera obter um bom resultado.

“Eu evitei sair, fiquei mais em casa, vi alguns vídeos e fiz as atividades da escola, para abrir a mente e entender as coisas.”

De mãe para filha

Moradora do Jardim Europa, em Feira de Santana, Magali Amorim, que também é professora da rede estadual de ensino, acompanhou a filha, Aila Bela, de 17 anos, até o Colégio Luiz Eduardo.

Ela contou que a jovem participa do exame pela primeira vez e, por também já ter passado por essa experiência, buscou acalmar a filha e aconselhar sobre a melhor forma de realizar as provas.

“O Enem é de uma importância gigantesca, pois foi uma vida inteira de estudo e agora vamos colher os resultados. Mas ao mesmo tempo tentei passar o máximo de confiança para ela e tranquilidade. Eu já vivi essa experiência, que é mais uma etapa da vida a ser vencida. Ela estava com picos de ansiedade e saímos ontem para relaxar um pouco e tentar diminuir essa ansiedade”, relatou.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.

Redação CN