Homem é baleado dentro de casa pela PM; pai da vítima afirma que filho tem esquizofrenia e fugiu da polícia por medo

Um homem identificado como Cleiton da Silva Ferreira, de 28 anos, foi baleado dentro de casa na tarde de quarta-feira (1/6), pela Polícia Militar de Guanambi, no sudoeste da Bahia.

Segundo o pai da vítima, que não teve o nome divulgado, o filho teria esquizofrenia e fugiu da polícia por medo. Cleiton Ferreira tem um laudo médico, assinado pelo psiquiatra Marcelo Kumaira, em fevereiro de 2021, que atesta o diagnóstico.
Por meio de nota, a Polícia Militar afirmou que recebeu a informação de que um homem teria passado diversas vezes na frente de uma academia e, por isso, algumas mulheres estavam com medo de sair do local.
Ao chegar no local, os policiais perceberam que o suspeito fugia em uma moto. Os militares foram atrás dele, no entanto, o homem entrou em um prédio para fugir da abordagem.

Ainda de acordo com a PM, os agentes teriam sido agredidos pelo suspeito com um capecete e, em seguida, entraram em luta corporal. A polícia afirmou que Cleiton da Silva Ferreira teria tentado pegar a arma de um dos policiais e, para evitar que isso acontecesse, outro militar atirou na perna do homem.
A PM também afirmou que após o ocorrido, o pai da vítima disse que o filho tinha transtorno mental. Cleiton da Silva Ferreira foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para o hospital de Guanambi. Não há detalhes sobre o estado de saúde dele. O caso será investigado pela Polícia Civil.
A família de Cleiton Ferreira, no entanto, contou uma versão diferente da que foi informada pela PM.
Segundo os familiares, o pai de Cleiton teria informado que o filho sofria com um transtorno mental e que, ainda assim, os policiais teriam invadido a casa, batido e atirado na perna dele.
O irmão de Cleiton, Rafael Francisco Maurício, relatou que a vítima passou por uma cirurgia, pois teve o fêmur quebrado durante o ocorrido. Além disso, um ferro foi colocado na perna do homem.
“Isso não pode ficar impune, fizeram uma covardia com meu irmão”.

redacao